Democratas pedem explicações a governo Trump por fuga de Flávio Bolsonaro para os EUA
Congressistas democratas pediram explicações ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre a ajuda para facilitar a fuga do ex-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, segundo uma carta divulgada nesta sexta-feira (30) por uma das signatárias, a deputada Sydney Kamlager-Dove.
"A questão central é simples: o Departamento de Estado, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou qualquer outra agência do Governo americano ajudaram o senador Bolsonaro a viajar para os Estados Unidos ou a entrar no país, apesar da suposta restrição judicial brasileira que o impediria de sair do Brasil?", questiona a carta.
Flávio Bolsonaro deixou o país com sua família após a derrota eleitoral, apesar de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, para que não saísse do Brasil devido a uma investigação por lavagem de dinheiro. Pouco antes, ele havia sido intimado a entregar seus passaportes.
Os seis representantes, três deles membros do Comitê de Relações Exteriores, cobram do chefe da diplomacia americana que responda a uma longa lista de perguntas até 13 de novembro.
Entre os pontos levantados está uma possível coordenação entre Washington e Buenos Aires para facilitar a fuga do filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou por um aeroporto argentino.
"Também solicitamos que o Departamento coloque à disposição os funcionários pertinentes para uma sessão informativa", acrescentam.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou seu quarto mandato no segundo turno das eleições, que o presidente americano, Donald Trump, qualificou como uma "vergonha".
Trump explicou a jornalistas que considerava que Bolsonaro havia sido tratado "muito injustamente", embora tenha se recusado a apoiar as alegações de Flávio Bolsonaro de que era o verdadeiro "líder" do Brasil.
O republicano não tomou partido publicamente por Flávio Bolsonaro durante a campanha eleitoral mas o recebeu na Casa Branca em maio, apenas três semanas depois de um encontro com Lula.
S.Pfeifer--SbgTB